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Polícia Federal inicia investigação sobre possível interferência estrangeira dos EUA nas eleições brasileiras de 2026

Polícia Federal inicia investigação sobre possível interferência estrangeira dos EUA nas eleições brasileiras de 2026

Polícia Federal inicia investigação sobre possível interferência estrangeira dos EUA nas eleições brasileiras de 2026

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A Polícia Federal (PF) do Brasil anunciou a abertura de um procedimento investigativo relacionado a uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. A medida foi comunicada pelo superintendente da PF, Andrei Rodrigues, nesta domingo (4), durante uma coletiva realizada no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), na sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo Rodrigues, a investigação foi iniciada a partir de uma solicitação da Advocacia-Geral da União (AGU), que encaminhou uma representação solicitando apuração de indícios de interferência externa.

De acordo com o superintendente, o procedimento está em fase preliminar e ainda não possui uma portaria formal de abertura de inquérito, mas já está em andamento. Rodrigues explicou que a investigação foi instaurada após o recebimento de uma representação da AGU, que sugeriu a necessidade de apurar possíveis ações de interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro. A investigação está sob a responsabilidade da Diretoria de Inteligência da Polícia Federal, que conduz os levantamentos preliminares.

 

 

A denúncia que motivou a investigação foi assinada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e tem como foco uma suposta tentativa de financiamento de uma agenda de direita radical no Brasil por parte do governo norte-americano. A denúncia foi motivada por uma reportagem publicada no dia 30 de setembro pelo jornal britânico The Guardian, que revelou que o ex-presidente Donald Trump destinou recursos para um projeto de financiamento de organizações contrárias à censura e ao uso de instrumentos jurídicos como ferramentas de ataque político, conhecido como lawfare, no Brasil.

Segundo a reportagem, uma quantia de US$ 1 milhão — aproximadamente R$ 5,3 milhões — foi destinada ao Fundo de Direitos Humanos e Democracia (HRDF, na sigla em inglês), coordenado pelo governo dos Estados Unidos. O valor foi enviado por meio de uma doação, e a AGU considerou as informações veiculadas pelo jornal como graves, solicitando uma investigação imediata para identificar os responsáveis pelos recursos e seus destinatários no Brasil.

A AGU ressaltou a relevância do tema diante do atual cenário político, marcado por episódios de pressão externa sobre as instituições brasileiras. A Procuradoria argumentou que, se comprovada a interferência, tal ação violaria a legislação brasileira, que proíbe qualquer financiamento ou subordinação de entidades ou governos estrangeiros às instituições nacionais. A AGU reforçou que a Constituição brasileira fundamenta-se nos princípios de soberania, independência e não intervenção, e que qualquer tentativa de ingerência externa na política interna do país representaria uma afronta à ordem constitucional.

 

A investigação da Polícia Federal, portanto, visa esclarecer a veracidade das informações veiculadas, além de avaliar possíveis ações de financiamento ou influência por parte de atores estrangeiros nas eleições brasileiras. A iniciativa ocorre em um momento de preocupação crescente com a integridade do processo democrático e a soberania nacional diante de alegações de interferência internacional, especialmente em um período de forte polarização política e instabilidade institucional no Brasil.

Fonte: Site Bh 24 horas

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